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Nuno Chaparro, um dos maiores impulsionadores do movimento reggae, quer na Moita como por todo o país, deixou-nos há um ano. Recorda, neste artigo, o legado que Chaparro deixou.

Aclamado como “Profeta do Povo”, Chaparro nasceu no tumultuoso ano de 1973. No seu primeiro ano de vida, viveu o golpe militar de 25 de Abril de 1974. O espírito revolucionário cresceu com Nuno no berço e ao longo da sua vida.

Há um ano atrás, no dia 27 de janeiro de 2018, noticiávamos, com a maior tristeza, o falecimento de uma das maiores referências do Reggae Nacional.

Como “os mortos terão realmente morrido em vão se os vivos se recusarem a olhar para eles”, recordemos aquilo que Chaparro fez em vida e as homenagens que se sucederam após o trágico acidente em Janeiro de 2018.

Chaparro é um dos pioneiros do Reggae em Portugal e esteve sempre ligado ao Movimento Rasta.
Desde os anos 90, o Rasta da Moita desenvolveu e participou em inúmeros projectos, desde programas de rádio a acções solidárias.
Chaparro era proprietário do Bar “Mau Maria”, na Moita, sendo responsável por diversos eventos de Reggae e Dancehall promovidos pela “JahMoita”.
Além de genuíno e puro, Chaparro era consciente. “Amor Global”, primeiro EP a solo em 2007, é um exemplo das ideologias e do pensamento do artista português. Na altura do seu falecimento, Chaparro estaria em estúdio a gravar o seu próximo projecto juntamente com a banda Rasnatura.
Duas semanas após Chaparro deixar-nos, foi disponibilizado o tema “Só como um Só” que apela à união e à igualdade de todos os seres humanos.
Neste tema, Chaparro afirma que o “Reggae é a música universal dos justos e defensores dos fracos maltratados e excluídos. É a união de todas as línguas de Babel… sem fronteiras e sem barreiras.”

Durante o ano de 2018, foi possível assistir a várias homenagens, planeadas e não planeadas, ao cantor português. Desde o “Tributo@atéJah“, organizado no espaço Mau Maria, a vários momentos de agradecimento pelo legado deixado por Chaparro. Artistas como Morgan Heritage que passaram pelo nosso país, não perderam a oportunidade para fazer uma homenagem sentida e genuína a Chaparro. Richie Campbell também não se esqueceu das suas raízes e no concerto de apresentação da sua mixtape “Lisboa”, no Altice Arena, em Lisboa, guardou um momento especial para recordar Nuno Chaparro. O Festival MUSA Cascais também não se ficou atrás no que toca a homenagens. Durante os três dias do evento, pudemos observar imagens de Chaparro a passarem nos écrans. Também artistas como Anthony B aproveitaram a sua passagem pelo Palco MUSA para criar a sua homenagem a Nuno Chaparro.

Chaparro tinha 44 anos quando no dia 27 de Janeiro de 2018 detectou uma avaria na viatura em que se deslocava. Juntamente com a sua esposa, parou em plena Ponte Vasco da Gama para procurar perceber o problema do seu automóvel. Foi nesse momento que Chaparro foi atropelado por uma carrinha.

Nuno era casado e deixou um filho de 18 anos.

A Rádio Jah Moment deseja que Chaparro seja visto como um exemplo e que as futuras gerações se inspirem naquele que, para muitos, transbordava amor e era considerado o “Profeta do Povo”.

Obrigado Chaparro.

Até Jah.

Nuno Chaparro (1973-2018)

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