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A Jah Moment foi ao encontro de várias personalidades ligadas ao movimento Reggae e Dancehall para analisarem o intenso ano de 2018.

A Heart Beat Reggae é a mais recente comunidade de notícias de Reggae, Dancehall e Afrobeats em Portugal. Desde Julho que a Heart Beat tem prestado um serviço exemplar, regular e competente à Indústria Reggae em Portugal e, por isso, merece toda a nossa atenção.

Como tal, pedimos à Heart Beat Reggae para nos revelar a sua perspectiva sobre os projectos, artistas e actuações mais relevantes de 2018.

[MELHOR ARTISTA NACIONAL] | Freddy Locks

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“Depois de 6 anos de espera, lançou o álbum “Overstand”. Composto por 10 faixas que reflete o trabalho de 3 produtores diferentes. Para além de abordar vários temas atuais (a superação de problemas, a situação do planeta Terra, legalização da cannabis) também dedica um tema à sua mulher (Zion). Sem esquecer o pormenor que é um por maior. O melro que está em todos os álbuns de Freddy Locks, fazendo uma homenagem a um amigo dele que morreu.”

[MELHOR ARTISTA REGGAE INTERNACIONAL] | Protoje

“O álbum “A Matter Of Time” foi, sem dúvida, um dos marcos do ano (tendo sido nomeado para o Grammy de melhor álbum de reggae). Passaram-se 3 anos desde “Ancient Future”, mas mesmo assim Protoje manteve algumas colaborações no novo projeto, como é o caso de Chronixx e Mortimer. É de salientar as duas grandes tours que fez, uma no verão e outra no inverno ambas na Europa. Recordar o incrível concerto que deu em Lisboa dia 13 de novembro.

[MELHOR ARTISTA DANCEHALL INTERNACIONAL] | Popcaan

” Passados 4 anos depois de “Where You Come From” 2018 foi o ano do lançamento de “Forever”. Um álbum há muito esperado pelos fãs do músico jamaicano. Destaca-se os lugares cimeiros que ocupou nas tabelas do iTunes em vários países, como por exemplo Canadá, Reino Unido, Gana, Quénia, entre outros. É importante de salientar que Popcaan acabou o ano em alta ao esgotar a SSE Arena em Londres com mais de 12 mil pessoas.”

[MELHOR ARTISTA AFROBEAT INTERNACIONAL] | Mr. Eazi

“2018 marcou a continuação da jornada do cantor nigeriano. Depois de sair de Accra em direção a Lagos continuou a sua caminhada, desta vez até Londres. Não esquecendo as inúmeras colaborações que fazem parte de “Life Is Easy, Vol. 2 – Lagos to London” como por exemplo Burna Boy e Chronixx.

[MELHOR FAIXA NACIONAL]SUPA SQUAD – “MANDA VIR”

“Depois de inúmeros êxitos escritos e interpretados em patwa, chegou, agora, a vez do português. “Manda Vir” foi o primeiro single de Supa Squad em português e teve uma excelente receção por parte do massivo em Portugal. Em 2 meses já conta com mais de 500 mil visualizações no Youtube e é presença assídua nas discotecas de Portugal. Sem dúvida uma aposta ganha por parte desta grande dupla. ”

[MELHOR FAIXA REGGAE INTERNACIONAL] | KABAKA PYRAMID – “REGGAE MUSIC”

“Esta música retrata na perfeição o que sinto quando oiço reggae e a influência que tem na minha vida, como por exemplo “Reggae music make you dance and reggae music make you smile”, “Just gimme the music inna the morning/ And the music inna the night/ And everything will be alright, my friend”. Para além de referir a mística característica da Jamaica “And if you’re born overseas, you need fi take a trip”. Aliada à excelente lírica do Kabaka está uma batida muito forte e contagiante.”

[MELHOR FAIXA DANCEHALL INTERNACIONAL] | CHARLY BLACK ft PATRICE ROBERTS – READY

“A voz da Patrice Roberts encaixa muito bem no refrão. Ao ouvir esta música é impossível não mexer o corpo. Assim que a faixa começa é como se fosse automático começar a dançar e deixar-nos levar pela vibe e instrumental. Na minha opinião, é uma música que não pode faltar numa festa.”

[MELHOR FAIXA AFROBEAT INTERNACIONAL] | MR. EAZI ft BURNA BOY – “MISS YOU BAD”

“Dois nomes grandes do Afrobeat numa música com uma mensagem de fácil interpretação e muito direta, com um instrumental que ganha outra alma com o acompanhamento da guitarra. Muito bom. Consegue tratar um assunto por vezes complicado como o amor com muita simplicidade.”

[MELHOR ÁLBUM NACIONAL] | FREDDY LOCKS – “OVERSTAND”

“(pelas mesmas razões referidas no 1º ponto)”

[MELHOR ÁLBUM INTERNACIONAL] MELLOW MOOD – “LARGE” 

“Um dos maiores elogios que se pode dar a Mellow Mood neste álbum é a escolha do nome, “Large”. Uma palavra com duas sílabas consegue ter um impacto gigantesco. “Large”, infelizmente retrata a sociedade global de hoje em dia. Cada tema aborda uma variante das agendas de hoje em dia. “Sound of a War” fala sobre o constante clima de guerra em determinados territórios, “Some man a pree peace but some a pree war”, “Mr Minister don’t take we fi fool/ You think we don’t know the thing weh you do/ Nuff time you don’t mind if people a cry/ Long time no tears no drop from your eyes”. A faixa “It Can´t Work” relata a situação frágil e turbulenta que os media atravessam “Shut down the system yah/ Expose the medias/ Lies about Syria/ Same about Libia/ Dream like a visioner/ Redeem like a prisoner/ Burn down the gate make the mind sound inferior”. A música “Large” aborda a sociedade consumista e capitalista que foi implementada nos nossos dias, “Big brands dictating our wants/ Easy we fall under their spell/ Consuming consumes a man/ That was never a purpose of life/ To only crave for material joys/ Is believing the lie”.

[MELHOR ACTUAÇÃO NACIONAL EM PORTUGAL] | BEZEGOL – FESTIVAL MUSA CASCAIS

“Um concerto que me deixou sem palavras. Música com mensagens extremamente fortes apontadas à Babilónia e seus agentes. Uma grande interação com o público (para mim é um dos grandes pontos fortes para um artista). No final de cada música dizia usas sempre duas expressões: “Obrigado!” ou “Muito Obrigado!”. Na minha interpretação é um sinal de grande respeito e reconhecimento pelo apoio e amor dado a Bezegol no decorrer do concerto. Por último, foi impossível estar parado durante a atuação de Bezegol. Incendiou o palco principal do MUSA.”

[MELHOR ACTUAÇÃO INTERNACIONAL EM PORTUGAL] | ALPHA BLONDY – FESTIVAL MUSA CASCAIS

“Estamos a viver num mundo onde os movimentos extremistas têm vindo a ganhar terreno relativamente à democracia fazendo com que as políticas do ódio, do inimigo comum, da marginalização de minorias étnicas e religiosas esteja a aumentar. Alpha Blondy durante o seu concerto foi distribuindo mensagens muito fortes de alarme relativamente ao estado atual do mundo. Destacando-se passagens referentes ao terrorismo (onde referiu que ninguém tem o direito de matar em nome de Deus); à igualdade de direitos para todos e união. Em termos musicais, Alpha Blondy manteve a bitola ao seu nível, como nos tem habituado.

 

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